País: Republica Federal da Alemanha
Delegado: Michael Cerqueira de Oliveira
Colégio Nova Lourenço Castanho
Comitê: Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe
Historicamente compromissada com o desenvolvimento da América Latina, a Alemanha desde a criação da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) busca estreitar os laços com a região, seja por meio de acordos econômicos, seja por meio de apoio nacional para as demandas dos países. Contudo, o crescimento pelo qual a região passa desde o início deste século urge para que novos acordos sejam feitos e debates sejam realizados visando um crescimento sustentável, democrático, permanente e globalizador.
O problema que a região enfrenta é a dificuldade em converter o crescimento econômico em desenvolvimento social. Observando gráficos das nações membro do CEPAL, constata-se que a média de avanço no PIB dos mesmos gira em torno de 5-6%, enquanto a diminuição da pobreza e das disparidades sociais ficam no patamar de 0-1% em grande parte dos países.
Para que esse impasse seja solucionado a República Alemã acredita na importância de uma economia diversificada, aberta ao capital estrangeiro com atuação do Estado de modo a regular o mercado e a orientar os investimentos garantindo o desenvolvimento dos países sob a atuação democrática e de acordo com acordos internacionais.
É também de responsabilidade dos países membros, assim como parte da política externa alemã, a pressão que deve ser exercida para que os países da América Latina e do Caribe convertam os ganhos econômicos em avanços na área social. Para isso deve-se fomentar governos amplamente democráticos que consigam promover uma melhora na distribuição de renda e garantam o avanço do país de modo sustentável para que a estabilidade econômica do país se mantenha e que a disparidade social hoje encontrada entre as nações diminua.
Como já observado em outras nações que tinham como desafio o alinhamento entre crescimento econômico e desenvolvimento social, é necessário que as nações busquem dirigir sua energia em ações estatais de modo organizado e planejado, fazendo com que haja menos corrupção e consequentemente atraso nos avanços da população.
Deve ser parte de nossa pauta a questão ambiental, a necessidade de construção de infraestrutura nos países para que possa sustentar o crescimento, a estabilidade macroeconômica e a elaboração de uma constituição justa e ampla sempre em vista de equacionarmos a diferença entre crescimento e desenvolvimento explanada neste documento.
A República Alemã entende o processo histórico ao qual a região fora submetida, mas também acredita no poder da diplomacia para a resolução de tais problemas. Para tal é necessário a boa-fé dos países, que comprometidos com as metas estabelecidas em diversos acordos da ONU, ofereçam ajuda e busquem por meio de acordos o crescimento mútuo e o fomento do desenvolvimento da América Latina.

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